No intervalo do café...


"- Ó Menino, esta rua vai pra onde?"
"- Esta rua termina ali no fundo e liga com a rua do Ouro."
"- Não vai não. Esta rua não vai pra lado nenhum que faz cá falta."

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superbock 2 - Löwenbräu 3


"Faltou um nadinha. É a sina dos portugueses. Ficar a um nadinha."

É uma forma bem portuguesa de suavizar o fracasso, e continuar a viver nas nuvens, numa espectativa...

De uma coisa não nos podem acusar, de não ter fé...

Se soubessemos aproveitá-la... uiui

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33



Um amigo disse-me...


" Tu conheces-te bem!
Na grande solidão, achas que estás apaixonado!"

True

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?


"To all your friends you're delirious
So consumed, your all alone
Trying hard to fill the emptiness, the pieces gone,
Left the puzzle undone, is that the way it is?"

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Incrivel...



Mais uma vez...




Mais uma vez...
O meu pensamento funde-se
com uma ideia distorcida
de uma realidade possível
mas ainda não conseguida.

Sempre à espera desta,
que em constante mutação,
vai absorvendo a minha vida,
e destruindo o meu coração.

Serei capaz de viver,
senão em constante ilusão ?
talvez,
mas tenho medo de perder,
o reconhecer,
o sentir,
a emoção.

Já tal coisa tentei,
e por momentos consegui,
caí numa felicidade aparente,
e rápidamente desmoronei.

Mais uma vez...


(b0t, 22052k)

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a falta de lei da vida


De tudo o que me faz pensar, há uma coisa que me atropela a cabeça.
A idade.
Não a minha, a deles.
Há qualquer coisa que rasga.
Choram-me as estatísticas que eu estarei cá quando os meus pais não estiverem.
Muito nublado, bem sei.
Mas real.
Posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas...e depois?
Vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades.
Saudades do que não vou ter.
É a lei da vida, e todas as frases feitas que pregarem nas paredes.
Mas a saúde teima em ir à sua vida cedo demais.
Não a deles, a das estatísticas.
Hoje tenho-os ali.
Visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram.
Foram emprestando um ou outro ano aos ossos.
Quero o meu pai a ficar envergonhado quando diz "gosto muito de ti filho" e a minha mãe com gotas de amor a marcar passo nos olhos quando diz "gosto muito de ti filho, nunca te esqueças disso"
Nunca te esqueças disso.
E depois, o que fica?
As memórias não são de carne, são de lágrimas.
E essas custam mais a abraçar.
Há qualquer coisa que rasga, eu bem disse.
Sei que estão na casa dos sessentas.
Mais precisão do que essa acelera-me o sangue.
"São novos".
E porque é que não ficam sempre assim?
Atrasem o relógio quarenta anos, vá lá.
Só desta vez, ninguém vai dizer nada à terra.
Apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo.
A assobiar, para não ter de prestar contas.
A palavra filho é patente deles.
Quando a dizem há uma manta que protege o coração até cima.
Depois da estatística fica só o coração e a manta enrolada aos pés.
Podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo.
E não, nunca me esqueço disso.

Por Bruno Nogueira

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Café da manhã!


Uma vez na rua, fui tomar café ao sítio do costume.

A saída tá Carlos, o Barbeiro, com um ar suspeito:

- Que está a fazer?
- Tou a enganar as velhas aqui com um relógio.

O gajo tinha um relógio dourado pousado no passeio com um fio de nylon atado e estava a enganar as velhas do bairro.

Umas dezenas de metros à frente, enquanto conversava com o Miguel, passa uma mãe de família (com a sua criança de braço dado) toda sorridente, com uma pila de peluche na testa. E assim continua rua fora.

!!!

Alfama Rulezzz..
:-)

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